Ela havia chegado. Estava ali sem ter bem o que fazer, na verdade, estava ali para rever um outro alguém. Varias voltas naquele local tão pequeno que parecia tão grande, os olhares não se encontraram. O celular tocou. A ligação soou confusa. Ao andar ate o local os olhos finalmente sorriram ao se ver.
Um envolver de braços que durou um longo tempo. Um pedido. Para outras pessoas, que estavam próximas. Ela lembrou da promessa, lembrou o que ela passou a acreditar na ultima manhã em que se viram. Não, ela não havia quebrado a cara. Ele não deixava isso acontecer, e quando as coisas não estavam em seu alcance, ele ajudava a juntar os pedacinhos. Não pra guardar, não pra restituir. Juntava os pedaços com ela, para poder a alertar sobre o que, ali, não a fazia bem, e para dizer a ela que não era necessário colar, juntar e tentar [re]encaixar um pedacinho que não faz mais sentido.
Noite de sorrisos, sem espaços para lágrimas. Noite de brincadeiras. De esquecer o temporal que estava sob a cabeça dela, e, sobre a dele também. Os dois passavam pelo mesmo temporal em lugares diferentes, e, tinham que aguentar a barra que se passava na vida do outro.
E quer saber de uma coisa: Quando ele fez a promessa, ele não se referia a essa noite, e sim, a um longo tempo!