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sábado, 12 de junho de 2010

Pin-gan-do

Que vontade de acalentar-me ai, nos teus braços. Vontade de te ter por perto, de contar os segredos. Ouvir as angustias, dividir os medos.

Tu fostes num verão e ainda não voltou. Não tivemos despedidas, nada piegas, nem clichê. Sem promessas que não se cumpririam e sem porquês aflorados.

A medida que o carro avançava, numa velocidade mais lenta, lágrimas corriam dos olhos. E essas, embora não fossem mansas, não doíam tanto quanto as que escorriam pelo coração, molhado, febril, ao ver tua distancia cada vez mais perto.

Faz-me falta tuas palavras ásperas sussuradas no meu ouvido, teu jeito confiante de me fazer acreditar que tudo deve acabar bem. E, apesar de não o ter por perto, sei que estas sempre aqui, te vejo nos momentos mais difíceis, ao meu lado, segurando a minha mão, num pôr-do-sol. Me dando força.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Corroí, dói, roí

Então ao ouvir a doce melodia meus olhos se enchem e querem transbordar logo ali, diante de toda aquela platéia, tanta gente, tanto calor humano, e o que me faz falta é exatamente o teu.

Teus braços que se encontram longe, sua voz que acalmava meus silêncios, tuas palavras fortes, teu jeito sereno, anjo para mim.

Essa saudade que me mata pouco-a-pouco, corroí, dói. Afinal, ja lhe disseram que a saudade é um bichinho que roí, roí, roí? Pois saiba que sim. E como!

Vem logo moço. Meu entardecer precisa da tua real presença, precisa do colorido que tua presença traz, desse mundo "novo" que encontro dentro dos teus olhos, da proteção que encontro ao estar contigo.

E se chega, não precisa me avisar, porque logo o preto-e-branco se dissipa, e todas as cores vibrantes que só tu tens aparecem para mim!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sobre cores

É que hoje tu me fizeste falta Náh.
Eu me lembrei das coisas com detalhes. Do seu sorriso sereno e do teu toque suave.
Tu me eras como um alicerce. Nossa confiança era pura embora naquela época isso soava com outro nome.
Sempre cativante mas com teus extremos. De irritante a amável. Bobo.
Meus fins de tarde eram doces com tua presença constante. E hoje o meu entardeçer não tem mais as mesmas cores. A tua me falta!
Bobo que és sentia ciúmes quando vinha acompanhada para o entardecer. Tu cuidaste de mim com o carinho que se tem por uma irmã.
E me doí por isso. Não ser presença constante como foi. Embora, sejamos ainda.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Uma delicada lembrança

Temos mudado. Não tem percebido?
As coisas se reorganizaram, mas ainda continuo gostando de você. O seu cheiro permanece aqui, intacto. Assim como sua face que eu ainda me recordo nos mínimos detalhes.
Aquele sonho com você, de todos o mais incrível. Tudo que sempre desejamos acontecendo em uma noite.
Te vejo em outros rostos. No seu, não mais. Não nos encontramos no mesmo ritmo, eu estou com outras pessoas, outros rostos, outros destinos. Ainda sim em sua vida.
O encanto se quebrará, aliás, já se quebrou e sozinho se restituiu. Você soube combinar o tempo, o ritmo, o espaço, os desejos, utopias e devaneios. Você faz as coisas tão bem.
Lembranças vem, delicadas, só pra enganar a saudade.
Ainda gosto, do você que ficou em mim.

Ps. visitem o Fotografias & Fragmentos.

domingo, 4 de outubro de 2009

Não saber?

"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche."
Martha Medeiros

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Saudade dói, dói, dói.

"E melhor ainda se eu tivesse, um portal, uma máquina do tempo.
Algo que te teletransportasse, te trouxesse para mim no vento"
Jammil - Saudade dói

Queria tanto você aqui, teus braços me envolvendo, teus lábios me tocando, o teu cheiro sob minha pele e aqueles sussurros que me arrepiam.
E você foi pra muito longe, levou minha metade, não a metade que dizem nos faltar, mas aquela metade que ate tão pouco tempo pertencia a mim, e quando chegastes me disse que não mas me pertencia e sim que era a sua parte, não sabendo você bobo que sou inteiramente tua.
E no aconchego do teu abraço esqueço do tempo que passa e do vento que vive a me tocar, os teus silêncios emocionam mais que qualquer canção e melodia, os teus sussurros silenciam minhas palavras, o teu cheiro vive em minha pele, no meu quarto e nas minhas roupas favoritas.
Então volta meu amor, a tua pequena lhe espera.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

00:00


Senti o teu cheiro em minha pele e espalhado pelos meus cabelos, você já havia ido mas tuas palavras permaneciam sussurando em meu ouvido.
- Fique bem mocinha, eu te amo e estarei sempre com você!
Eu tinha a certeza de que você foi um presente enviado do céu pra mim. O modo de me deixar sempre calma, os silêncios que por mais monótonos que fossem traziam paz. O jeito de me acolher em seus braços e lá eu encontrar aconchego.
O tempo pode levar tudo, mas as coisas em você que me fazem bem, os teus sorrisos esporádicos e teus conselhos calmos, aquela cara danada, isso meu amor, o tempo não leva.

Ps.: gente, preciso explicar mesmo esse texto. (Senta que la vem história). Eu tenho um caderno de textos, quase sempre ta comigo e eu to rabiscando algum pensamento nele, então rabisquei esse texto. Tenho o costume de ler os textos bem depois, e ir relendo sempre. Quatro dias atras peguei esse texto, e ele me deixou tonta, eu escrevi um mês antes, algo que só foi acontecer no mês seguinte, e quando escrevi ele, não tinha motivo, foi numa madrugada pouco antes de dormir. :S
Ps².: a promessa do ps do post anterior sera cumprida, rs.

sábado, 8 de agosto de 2009

Saudades bonito.

Ah, você mal foi embora e já sinto um nó apertando dentro de mim. Foi tão bom ter você durante todo esse tempo em minha vida, e em parte dessa madrugada, suas palhaçadas, idiotices, carinhos, beijos, o seu sorriso e a forma de me confortar.
E você me perguntou: "você vai sentir saudade?", como se não soubesse a resposta, eu não vou sentir, eu já sinto. E vai ser muito difícil conviver sem os teus abraços, os teus conselhos e aquele telefonema que me fazia rir muito e todas suas revelações.
Eu não consigo nem falar, me segurei pra não chorar quando lhe disse: "eu já vou", você me apertou, disse pra eu ficar bem, pra mim te ligar, me deu um beijo na testa, e sussurou palavras no meu ouvido.
Vão ser meses de pura saudade e lembranças. E quando você voltar, pode ter certeza boleiro, eu vou estar aqui aguardando anciosamente sua chegada.
E sim, seremos como "coelhos" (odeio a forma como você nos compara --' ).
Eu te amo, Bonito.

"Saudade, já não sei se é
A palavra certa para usar"
Versos simples - Chimarruts


Ps. Tinha que escrever, a saudade dói no peito, ela aperta de verdade. O texto ta irregular, prometo que logo escrevo algo mais concreto.